
Analisar apenas os próprios resultados pode gerar uma percepção incompleta sobre a performance de um hotel. Uma ocupação de 70%, por exemplo, pode parecer positiva isoladamente. Mas se os concorrentes diretos estiverem operando com 85%, existe uma oportunidade que precisa ser investigada.
O benchmarking hoteleiro permite justamente colocar os indicadores do empreendimento em perspectiva. A análise parte da comparação com um grupo de hotéis que disputam um público semelhante, conhecido como set competitivo. Localização, categoria, estrutura, faixa tarifária e perfil de demanda são alguns dos fatores considerados para definir esse conjunto.
Entre os principais indicadores avaliados estão ocupação, diária média e RevPAR. A partir deles, também é possível analisar índices que demonstram o nível de penetração do hotel em relação ao mercado.
Essas informações ajudam a responder perguntas importantes. O hotel está capturando sua parcela adequada da demanda? Sua diária está posicionada acima ou abaixo da concorrência? A estratégia tarifária está contribuindo para um RevPAR competitivo?
Imagine um empreendimento cuja receita tenha crescido em relação ao ano anterior. Inicialmente, o resultado pode parecer satisfatório. Entretanto, se o mercado cresceu em ritmo muito superior, o hotel pode estar perdendo participação.
O contrário também é possível. Em um cenário de retração do destino, uma pequena queda de receita pode esconder uma performance superior à dos concorrentes.
Por isso, benchmarking não serve apenas para criar rankings. Ele funciona como instrumento de diagnóstico e planejamento.
Ao identificar onde o hotel está ganhando ou perdendo competitividade, a gestão consegue direcionar ações para preços, canais de venda, mercado corporativo, marketing, estrutura ou operação.
Na hotelaria, resultados precisam ser analisados dentro de um contexto. Saber quanto o empreendimento vende é importante. Entender se ele está capturando todo o potencial disponível no mercado é ainda mais relevante.